Última actualização: 13 May 2016.
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19-12-2018
Director: Filomena Marta
Periodicidade: Semanal

Funchal proíbe circos com animais

 

 

Ilha da Madeira dá lição de protecção animal ao Continente
por Filomena Marta

Num país onde os animais de circo ficaram excluídos da lei de criminalização dos maus-tratos, que entrou em vigor a 1 de Outubro de 2014, a cidade do Funchal dá uma lição de protecção animal e junta-se a dezenas de cidades do Mundo que já proibiram a exibição de animais em circos.

A capital da Madeira entra agora na lista de locais livres de circos com animais, onde já se encontram o México, Perú, Bolívia, Malta, Chipre, Grécia, Paraguai, Eslovénia e Holanda. É um passo importante na defesa dos Direitos dos Animais que coloca Portugal mais perto da civilização.

Desde 2009 que os circos portugueses estão proibidos de adquirir novos animais e de fazer criação com os animais que detêm, mas nunca foi proibida a exibição desses animais em espectáculos. Agora, o município funchalense aceitou a proposta do partido PAN, Partido dos Animais e da Natureza, e decidiu que os circos que tenham espectáculos com animais não se podem instalar naquela cidade.

 

 

Este é o primeiro caso em Portugal e para o presidente da Câmara do Funchal, o independente Paulo Cafôfo, esta é uma decisão definitiva e que vai vigorar pelo menos até final do seu mandato. Os circos vão ser licenciados, mas não poderão apresentar espectáculos com animais.

Esta é uma realidade muito diferente da do Continente, onde as propostas de protecção animal encontram geralmente muita resistência por parte dos deputados da Assembleia da República, onde o PAN tem apenas um representante. Este deputado do Partido dos Animais e da Natureza, Miguel Santos, pediu recentemente a Catarina Vaz Pinto, vereadora da Cultura do município de Lisboa, uma intervenção a favor da abolição dos circos com animais e das touradas na capital, mas sem obter qualquer resposta.

A Câmara do Funchal começa a ficar conhecida pela sua excelente intervenção no domínio da protecção animal, adjudicando 50 mil euros para a reabilitação do canil Vasco Gil, 25 mil euros para campanhas de sensibilização e criação de um protocolo com uma clínica veterinária para a esterilização de animais de rua. Para além disto, o Funchal também quer tentar terminar com o negócio turístico de fotografias que explora aves de rapina, como o mocho e a águia-real, embora a câmara não tenha jurisdição sobre esta actividade.

A Madeira poderá, assim e em breve, tornar-se um exemplo nacional de civilização pela forma como protege e cuida dos seus animais.

 

Fontes: Público, ANDA, Boas Notícias, Green Savers, Diário de Notícias da Madeira, Portugal News


Fotos: PET Courrier

 

 

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